Empreendedora aposta em moda sem padrões e conquista clientes pelo Brasil O que vestir em diferentes fases da vida? A pergunta acompanha muitas mulheres à medida que as prioridades, os estilos e a forma de se apresentar ao mundo mudam ao longo dos anos. Foi justamente essa busca por identidade e representação que inspirou a trajetória da empresária Carol Assunção, dona de uma loja de moda feminina em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Para clientes como Célia Marriche, frequentadora

Empreendedora aposta em moda sem padrões e conquista clientes pelo Brasil O que vestir em diferentes fases da vida? A pergunta acompanha muitas mulheres à medida que as prioridades, os estilos e a forma de se apresentar ao mundo mudam ao longo dos anos. Foi justamente essa busca por identidade e representação que inspirou a trajetória da empresária Carol Assunção, dona de uma loja de moda feminina em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Para clientes como Célia Marriche, frequentadora fiel da loja, a escolha de uma roupa vai além da estética. "Eu fico toda empolgada, porque é uma coisa que vai representar o que eu sou", afirma. A relação de Carol com a moda começou muito antes do negócio ganhar forma. A venda de roupas surgiu como uma forma de complementar a renda enquanto cursava a faculdade, mas aos poucos se transformou em uma carreira. Como uma empreendedora transformou a paixão por moda em um negócio de R$ 3,3 milhões Reprodução/PEGN O empreendimento nasceu a partir de um investimento inicial de R$ 60 mil e hoje trabalha com fornecedores de diferentes estados do país. Em 2025, a empresa alcançou faturamento de R$ 3,3 milhões. Apesar dos números atuais, o caminho foi marcado por obstáculos. Carol conta que iniciou a trajetória sem um plano de negócios estruturado, guiada principalmente pelo próprio olhar para a moda. "Quando eu comecei, eu não sabia para onde eu queria ir. Eu tinha bom gosto, eu sabia onde comprava e eu ia colocar para vender", relembra. A empreendedora acreditava que abrir uma loja em uma rua movimentada facilitaria as vendas, mas a realidade foi diferente. Durante anos, enfrentou dificuldades para manter o negócio de pé. "Eu fiquei quatro anos sem vender R$ 50 mil por mês, com R$ 5 mil de aluguel e duas funcionárias. Eu só não fechei as portas, mas eu quebrei", conta. O ponto de virada veio quando decidiu reorganizar a empresa e buscar conhecimento em áreas que até então dominava pouco, como precificação, marketing e gestão. Ao mesmo tempo, percebeu que o atendimento realizado dentro da loja poderia ser levado para o ambiente digital. A mudança exigiu coragem. Carol afirma que tinha vergonha de aparecer nas redes sociais, mas decidiu usar os perfis para compartilhar informações sobre tecidos, modelagens e tendências. "Comecei a me expor mesmo porque eu tinha muita vergonha. Então eu estudei para poder falar sobre tecido, caimento e tendência", diz. A estratégia aproximou a marca do público. Alguns anos depois, ela testemunhou um episódio que considera simbólico para o crescimento da empresa. "Eu lembro exatamente do dia em que a minha loja encheu os três provadores. Tinha fila de cliente num sábado e eu falei: 'Meu Deus, deu certo'", recorda. Mais do que vender roupas, Carol afirma que seu objetivo é ajudar mulheres a encontrarem peças que conversem com suas histórias e momentos de vida. A proposta se resume em uma frase adotada pela marca: menos padrão e mais liberdade. "Não existe uma mulher poder ou não poder usar alguma coisa", afirma. A empresária acredita que esse posicionamento ganhou força porque nasceu de experiências pessoais. Ela conta que precisou reinventar o próprio estilo em diferentes momentos, como a maternidade e a separação, e passou a enxergar a moda como uma ferramenta de expressão individual. "Você sofre tanto para construir a mulher que é e quer mostrar ela. Hoje esse já é o nosso ambiente. As clientes vão ficando amigas e a gente tem uma comunidade", diz. O crescimento também veio acompanhado da expansão para o digital. Atualmente, além da loja física, a marca vende para consumidores de todo o país por meio do comércio eletrônico e de canais de atendimento online. "Não. Hoje a gente vende online para todo o Brasil, via site e aplicativo", afirma a empresária. Para Carol, o sucesso do negócio está ligado à capacidade de unir produto, atendimento e relacionamento. "Eu acho que existe uma ilusão quando a pessoa vende produto. Atendimento é serviço. Meu negócio não é vender produto, meu negócio é vender serviço", resume. Como uma empreendedora transformou a paixão por moda em um negócio de R$ 3,3 milhões Reprodução/PEGN by Carol Assunção Endereço: R. Pará, 184 Centro - São Caetano do Sul/SP CEP: 09510-130 Telefone: (11) 4224-5243 / (11) 98289-3068 Instagram: https://www.instagram.com/bycarolassuncao Site: https://www.carolassuncao.com.br/ E-mail: financeiro@carolassuncao.com.br
Fonte: g1.globo.com