Índice chegou a subir 1,9% na abertura, mas perdeu força ao longo da manhã; dólar também recua
O Ibovespa opera em um movimento de leve ajuste após a forte valorização registrada na sessão de segunda-feira, 5, quando o mercado reagiu ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Às 11h42, o principal índice da Bolsa brasileira recuava 0,67%, aos 205.535 pontos. No dia anterior, o Ibovespa havia avançado 7,70%, alcançando um novo recorde. No início do pregão desta terça, o indicador chegou a subir 1,9%, mas perdeu força ao longo da manhã. Às 10h42, a alta era de apenas 0,31%, aos 207.563 pontos.
Entre as principais quedas do índice, o Banco do Brasil recuava 6%. Petrobras e Vale, as duas empresas de maior peso no Ibovespa, tinham perdas de 2,5% e 1,8%, respectivamente. Na ponta positiva, Fleury liderava os ganhos, com valorização de 4,2%.
No mercado de câmbio, o dólar mantinha a trajetória de baixa observada na segunda-feira. Por volta das 11h42, a moeda americana recuava 0,45%, negociada a 4,97 reais, depois de ter caído 4% no pregão anterior.
O resultado do primeiro turno elevou as apostas de que poderá haver mudanças na condução da política econômica a partir de 2027, o que impulsionou tanto a Bolsa quanto o real na sessão anterior. Como parte dessa movimentação ocorreu de forma concentrada em um único pregão, novas informações sobre a disputa presidencial podem levar os investidores a revisar suas posições.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Apesar de o mercado já considerar elevada a possibilidade de vitória de Flávio, há preocupação entre investidores sobre o compromisso de um eventual governo com uma agenda de reformas fiscais. Embora essas medidas estejam previstas no plano de governo e sejam defendidas por seus assessores, o candidato ainda não possui resultados concretos nessa área, que costuma envolver custos políticos para presidentes.
Fonte: veja.abril.com.br