Campanha política aponta influenciador como autor de boato sobre Nossa Senhora Aparecida, detalhando a disseminação da desinformação. O post Boato da padroeira: campanha política aponta influenciador como pivô da desinformação apareceu primeiro em Sobral Online.

A campanha de um candidato à Presidência da República aponta um influenciador digital, conhecido por seu perfil de humor político, como o responsável por iniciar um boato que associou o postulante ao cargo à intenção de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A acusação surge em meio a uma onda de desinformação que ganhou força nas redes sociais, gerando repercussão e ações legais.
O influenciador em questão, Jeferson de Oliveira Monteiro, criador do perfil “Dilma Bolada”, que se tornou notório durante um mandato presidencial anterior, é acusado de ter feito a primeira publicação que desencadeou a falsa narrativa. A equipe jurídica do candidato monitorou a disseminação do conteúdo, que rapidamente viralizou e gerou uma série de postagens com informações inverídicas.
Origem do Boato e a Figura do Influenciador
A campanha política detalha que a postagem inicial de Jeferson de Oliveira Monteiro foi feita em uma rede social específica, dando o pontapé para a controvérsia. O perfil “Dilma Bolada”, que ganhou fama por seu tom bem-humorado e favorável a uma ex-presidente, buscava transmitir uma imagem mais informal da então mandatária e criticava adversários. Com milhões de seguidores na época, o influenciador chegou a ser recebido no Palácio do Alvorada e, posteriormente, compareceu a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para negar recebimento de valores de um partido político.
Anos depois, o mesmo influenciador ocupou um cargo comissionado em uma empresa pública de comunicação, sendo posteriormente desligado por questões relacionadas a uma viagem. A publicação que deu início ao boato, segundo a campanha, continha uma mensagem direta que vinculava o candidato à suposta intenção de alterar o status da padroeira, incitando eleitores religiosos.
A Rápida Disseminação da Desinformação
O monitoramento da equipe do candidato revela que, poucos minutos após a postagem original, outros usuários começaram a replicar e expandir o boato. Um perfil específico teria divulgado conteúdo sugerindo que o candidato poderia enfrentar pressão de seus apoiadores para remover o título de Nossa Senhora Aparecida. A partir daí, a narrativa se espalhou de forma acelerada, com diversos perfis contribuindo para a amplificação da desinformação.
A campanha destaca que a velocidade e a forma como a mentira se disseminou, inclusive com o uso de imagens geradas por inteligência artificial, indicam uma ação coordenada e não um comportamento orgânico. Essa estruturação, segundo a equipe jurídica, aponta para uma campanha organizada de propagação de notícias falsas nas plataformas digitais.
Repercussão e Ações Legais Diante do Boato
A narrativa ganhou ainda mais força no dia seguinte à postagem inicial, com perfis disseminando a ideia de que o candidato teria a pretensão de alterar o título da padroeira caso fosse eleito. Algumas dessas publicações alcançaram milhões de visualizações em poucas horas, evidenciando o alto poder de alcance da desinformação. Um dos posts de maior impacto chegou a mencionar uma suposta notícia veiculada em um canal de notícias, o que não se confirmou.
Diante da situação, a equipe jurídica do candidato apresentou uma notícia-crime contra os responsáveis pelos perfis envolvidos na disseminação do boato. O caso também envolve a menção a um projeto de lei antigo, de 2007, já arquivado, que propunha uma mudança na terminologia do título de Nossa Senhora Aparecida, mas que não possui qualquer relação com o candidato atual. A campanha reitera que o candidato nega veementemente qualquer intenção de alterar o status da padroeira.
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Fonte: sobralonline.com.br