Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira a sua renúncia do cargo de presidente do Paraguai, em meio às ameaças de um possível impeachment. Poucas horas depois do anúncio, aliados da base do governo Lula (PT) manifestaram visões sobre a decisão de Peña, que foi um dos principais líderes políticos aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicações na rede social X (antigo Twitter), deputados e ex-ministros de Lula manifestaram solidariedade ao povo do Paraguai e o

Santiago Peña anunciou nesta quinta-feira a sua renúncia do cargo de presidente do Paraguai, em meio às ameaças de um possível impeachment. Poucas horas depois do anúncio, aliados da base do governo Lula (PT) manifestaram visões sobre a decisão de Peña, que foi um dos principais líderes políticos aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicações na rede social X (antigo Twitter), deputados e ex-ministros de Lula manifestaram solidariedade ao povo do Paraguai e optaram por uma posição crítica ao governo de Santiago Peña, que foi alvo central da crise bancária que começou no país após o Banco Digital Ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Uma das principais declarações foi feita pelo deputado federal e ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ). Na publicação, o parlamentar reiterou a aliança de Peña com o trumpismo e classificou o episódio como "mais uma derrota" do campo político dentro da América Latina. "A crise envolvendo o banco Ueno, do qual Peña foi sócio, expôs a relação entre o governo e interesses financeiros privados, com impactos sobre recursos da previdência e os aposentados paraguaios. O projeto da extrema direita tem uma marca: faz a população pagar a conta. Foi assim com Bolsonaro, com Milei e agora com Peña. Governos que protegem os poderosos e aprofundam a desigualdade. Que a justiça prevaleça", disse Freixo. Initial plugin text Quem também se manifestou sobre a crise paraguaia foi a ex-ministra da igualdade racial, Anielle Franco. Ao longo do texto, ela prestou solidariedade aos moradores do país vizinho e cobrou medidas de ação por parte do Brasil para a apuração do caso do banco Ueno, além de criticar o modelo de governo do ex-presidente. "O colapso no Paraguai evidencia, mais uma vez, os impactos de um modelo econômico baseado na privatização, na financeirização e na utilização de recursos públicos para beneficiar elites financeiras. Nossa total solidariedade ao povo trabalhador paraguaio, que vê suas aposentadorias e economias ameaçadas.", afirmou ela. Initial plugin text O vice-líder do governo Lula, deputado Alencar Santana, foi outro que comentou a renúncia de Peña. Em tom semelhante aos demais, afirmou que o episódio significou uma "queda de um governo corrupto de extrema-direita" e citou supostos vínculos da família Bolsonaro com o ex-presidente do Paraguai. "No UENO também estava o dinheiro de muitos aposentados paraguaios, bem como as economias dos bolsonaristas que foram para o país em busca de um sonho que jamais se tornou realidade. Essa é a extrema direita, em qualquer lugar do mundo.", escreveu ele. Initial plugin text A parlamentar Erika Hilton (PSOL-SP) foi mais uma a se manifestar nas redes sociais. A publicação também cita Trump e a família Bolsonaro, e segue o tom de solidariedade ao povo paraguaio e críticas à Peña. "O presidente paraguaio Santiago Peña, o segundo maior aliado do bolsonarismo e de Donald Trump na América do Sul, atrás apenas do fracassado Javier Milei, acaba de perder o cargo por seu envolvimento no escândalo do Ueno Bank.", disse ela. Initial plugin text
Fonte: cbn.globo.com