O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro vai abrir um inquérito civil para apurar a falta de fiscalização e os riscos nos acidentes de voo livre na rampa da Pedra Bonita, em São Conrado. A medida vem após a morte de um instrutor e de um turista em um voo duplo de asa-delta no início deste mês. A decisão do MPF já vinha sendo estudada e ganhou força exatamente após esse novo acidente trágico registrado na última segunda-feira, que elevou para cinco o número de mortes em acid

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro vai abrir um inquérito civil para apurar a falta de fiscalização e os riscos nos acidentes de voo livre na rampa da Pedra Bonita, em São Conrado. A medida vem após a morte de um instrutor e de um turista em um voo duplo de asa-delta no início deste mês. A decisão do MPF já vinha sendo estudada e ganhou força exatamente após esse novo acidente trágico registrado na última segunda-feira, que elevou para cinco o número de mortes em acidentes desse tipo só este ano na região de São Conrado. O objetivo do inquérito civil é investigar se a ANAC a Agência Nacional de Aviação Civil e o ICMBio estão cumprindo o dever de fiscalizar a rampa da Pedra Bonita, que fica no Parque Nacional da Tijuca. O ponto central da apuração é a venda de passeios turísticos disfarçados de "voos de instrução". A regulação da ANAC proíbe terminantemente a comercialização de voos turísticos de asa-delta e parapente. O órgão alerta que a instrução remunerada só é permitida dentro da comunidade de praticantes do esporte, e a própria ANAC já reconheceu que não tem como garantir a segurança de pessoas envolvidas no turismo comercial nessa área. Além da segurança dos voos, o MPF apura a desobediência a regras que proíbem sobrevoar áreas com grande aglomeração de pessoas e avalia a legalidade do acordo entre o ICMBio e as associações para o uso da rampa. A investigação também abrange a regularização fundiária do local, que pode estar em sobreposição com o território de uma comunidade quilombola centenária da Pedra Bonita. O MPF ressalta que nenhuma medida judicial foi tomada até o momento e que o inquérito busca respostas das autoridades para garantir a segurança de atletas, passageiros e frequentadores da Praia de São Conrado.
Fonte: cbn.globo.com