Morgan Carey acusava a cantora de difamação por trechos de sua autobiografia, publicada em 2020
A cantora Mariah Carey, 57, venceu uma disputa judicial contra o irmão, Morgan Carey, que a acusava de difamação por trechos da sua autobriografia, The Meaning of Mariah Carey, publicada em 2020. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira, 19, após quase cinco anos de processo.
Morgan iniciou a ação contestando oito passagens do livro, mas apenas duas acusações foram aceitas pela juíza Barbara Jaffe, responsável pela análise inicial do caso. Em uma delas, Mariah afirma que o irmão vendia acessórios em pó para festas. Na outra, diz que ele já havia estado no sistema. Segundo Morgan, as declarações sugeriam que ele atuava como traficante de drogas.
De acordo com a Billboard, a Justiça de Nova York concluiu que Morgan não apresentou provas suficientes para sustentar a acusação de difamação. Por envolver uma figura pública, o caso segue um critério específico da legislação de Nova York: para comprovar a difamação, Morgan precisava demonstrar que Mariah fez as declarações sabendo que eram falsas ou com desconsideração imprudente pela veracidade das informações. Como a Justiça entendeu que não foram apresentadas provas desse tipo, a acusação foi rejeitada.
Cabe destacar que a parte autora não apresenta nenhuma prova de que a ré tenha feito tais declarações sabendo que eram falsas ou agindo com desconsideração imprudente pela verdade, afirma a decisão obtida pela Billboard. John Rosenberg, advogado de Mariah, disse à publicação que a cantora está satisfeita com o resultado. Segundo ele, a decisão reconhece que a autobiografia aborda assuntos de interesse público e reafirma a proteção de autores que se manifestam sobre esses temas.
A Sra. Carey acredita que a importância da decisão do Tribunal vai muito além de seus próprios interesses neste litígio específico, declarou Rosenberg. Pois confirma que os autores devem ter ampla proteção quando se manifestam sobre assuntos de interesse público.
Apesar da vitória da cantora, o caso ainda pode ter novos desdobramentos. Richard Altman, advogado de Morgan, afirmou que pretende recorrer. Discordamos respeitosamente da decisão de hoje, por considerá-la inconsistente com decisões anteriores no caso, declarou.
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Fonte: veja.abril.com.br