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Alcolumbre vai analisar voto remoto de Flávio Bolsonaro após viagem aos EUA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai analisar a situação do senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos mas participou remotamente de votações no Senado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, apresentou duas questões de ordem para questionar a ausência de comunicação oficial da viagem e pedir a anulação do voto do parlamentar na sessão que deliberação sobre a PEC da Segurança Pública. Alcolumbre disse que a mesa vai analisar o ca


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai analisar a situação do senador Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos mas participou remotamente de votações no Senado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, apresentou duas questões de ordem para questionar a ausência de comunicação oficial da viagem e pedir a anulação do voto do parlamentar na sessão que deliberação sobre a PEC da Segurança Pública. Alcolumbre disse que a mesa vai analisar o caso. Randolfe cobrou esclarecimentos sobre o cumprimento do Regimento Interno do Senado. O artigo 39 estabelece que os parlamentares devem comunicar à Presidência da Casa quando se ausentarem do país, informando o período da viagem. O senador também questionou a participação de Flávio na sessão de terça-feira, quando o parlamentar registrou presença e votou remotamente, mesmo estando em território americano. Randolfe pediu que o voto seja anulado caso fique constatado que o senador deixou o Brasil sem cumprir os procedimentos regimentais. Ao responder, Alcolumbre explicou que Flávio conseguiu participar da sessão porque os trabalhos foram realizados em formato semipresencial, modalidade que permite aos senadores registrar presença e votar pelo aplicativo do Senado. O presidente da Casa, no entanto, afirmou que vai consultar a assessoria técnica e a Mesa Diretora para definir o encaminhamento das questões apresentadas. Nos bastidores, no entanto, Alcolumbre não deve impor restrições a Flávio Bolsonaro. Segundo a jornalista Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo, Alcolumbre não quer entrar em rota de colisão com o PL, já que deve disputar a presidência do Senado contra Rogério Marinho no ano que vem. O atual presidente conta com votos dissidentes do próprio PL para se eleger e, portanto, não deve criar empecilhos para a atuação de Flávio. O senador também seguirá recebendo salário, a não ser que haja uma decisão da Justiça em sentido contrário. São pouco mais de 46 mil reais por mês. O mandato de Flávio se encerra em 31 de janeiro de 2027. Depois disso, ele ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos.

Fonte: cbn.globo.com

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