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A estratégia que Trump adotará se os democratas conquistarem maioria no Congresso

Pesquisas indicam possíveis mudanças na Câmara e Senado, dominados pelos republicanos

Enquanto urnas fecham em diversos estados americanos nesta terça-feira, 3, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a estratégia que usará caso os democratas consigam tirar os republicanos do controle do Congresso. A ideia, segundo o mandatário, é usar seu poder de veto para forçar que a oposição tente negociar.

Historicamente, você veta por alguns meses e depois eles vêm e dizem: Precisamos fazer um acordo, disse Trump em entrevista à CBS News no dia da eleição de meio de mandato, quando todos os assentos da Câmara dos Deputados e um terço do Senado são renovados.

+ Trump chama eleições de meio de mandato de mais importantes de nossas vidas

O republicano já havia dado uma declaração semelhante um dia antes, em entrevista ao podcast “Pod Force One”, do New York Post.

“Acho que vamos nos sair muito bem, mas se não ganharmos, eu veto tudo. Vou vetar, vetar, aí eles vão aparecer e provavelmente faremos alguns acordos no meio do caminho, mas não será tão bom”, disse.

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As declarações seguem intensa mobilização do presidente americano para tentar preservar as maiorias republicanas no Congresso. Nos últimos meses, ele percorreu diferentes estados em campanha por candidatos do partido, enquanto seus assessores trabalham nos bastidores para preparar o governo para um cenário político adverso.

Segundo informações publicadas pela agência Reuters, a Casa Branca vem elaborando, desde abril, estratégias para manter em andamento as principais iniciativas do governo mesmo se os democratas conquistarem o controle de uma ou das duas casas do Congresso. O planejamento também prevê como lidar com possíveis investigações parlamentares sobre a administração.

Plano para governar sem o Congresso

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Entre os responsáveis pelas discussões estão o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, o diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russell Vought, e integrantes da equipe jurídica da Casa Branca. O grupo avalia quais medidas Trump poderia implementar por meio de decretos e outras ações executivas, sem precisar de aprovação dos parlamentares.

As propostas envolvem áreas como imigração, tarifas comerciais, custos de moradia e gastos federais. Entre as possibilidades estão novas tarifas sobre minerais críticos e turbinas eólicas, restrições adicionais a vistos para estudantes estrangeiros e trabalhadores temporários e mudanças nas regras de distribuição de recursos públicos.

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Vought também estuda como utilizar verbas já autorizadas pelo Congresso para financiar prioridades do governo e alterar critérios de concessão de subsídios federais, ampliando a influência de indicados políticos sobre a distribuição dos recursos.

Trump foi informado sobre os preparativos e participou das discussões, segundo fontes ouvidas pela Reuters. Em entrevista ao podcast Pod Force One, do New York Post, o presidente chegou a antecipar como pretende reagir caso os republicanos percam o controle do Legislativo.

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Acho que vou me tornar o senhor do veto, afirmou, acrescentando que poderia passar um ou dois meses barrando propostas democratas antes de negociar acordos com a oposição.

O que muda se os democratas vencerem

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Atualmente, os republicanos têm maioria apertada nas duas casas do Congresso: 218 cadeiras contra 214 na Câmara dos Representantes e 53 contra 47 no Senado. Para assumir o controle de ambos os plenários, os democratas precisam conquistar um saldo líquido de quatro assentos em cada Casa.

Pesquisas de intenção de voto apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara, enquanto a corrida pelo Senado permanece mais indefinida. Uma eventual mudança de comando daria à oposição instrumentos para bloquear projetos de lei, dificultar a aprovação de indicações do presidente e abrir investigações sobre o governo.

Nesse cenário, Trump ainda conservaria poderes executivos importantes, especialmente nas áreas de comércio exterior, política migratória e política externa. O presidente também poderia vetar projetos aprovados pelos democratas, embora suas decisões unilaterais continuassem sujeitas à análise da Justiça.

A principal preocupação da Casa Branca, segundo a Reuters, são as investigações parlamentares. Advogados do governo já orientaram integrantes da administração sobre como responder a intimações, pedidos de documentos e convocações de comissões do Congresso. A equipe jurídica também avalia mecanismos legais que poderiam proteger determinadas comunicações internas de questionamentos dos parlamentares.

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Fonte: veja.abril.com.br

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