O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começou a semana em alta, acompanhando o otimismo temerário dos mercados americanos
Parece óbvio dizer que há uma tensão no ar quando falta menos de uma semana para o segundo turno da eleição que decidirá quem será o próximo presidente do Brasil. Ainda assim, investidores parecem disfarçar o nervosismo. O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras em Nova York, começou a semana em alta, acompanhando o otimismo temerário dos mercados americanos.
Em Wall Street, o mercado afastou, por ora, o medo da explosão da bolha da IA, enquanto se aferram a potenciais notícias positivas vindas do petróleo. Na sexta, o barril do tipo brent alcançou o maior patamar em cinco meses, quando a guerra pelo Estreito de Ormuz mobilizava mais as atenções do mercado financeiro.
O motivo do alívio, após a disparada, foi associado à notícia de que o presidente americano, Donald Trump, deve aliviar sanções impostas contra a Rússia para tentar elevar o abastecimento de combustíveis no mundo.
Mesmo que surta algum efeito, a medida deve ser insuficiente para minimizar o choque inflacionário causado pelo conflito no Oriente Médio. Há ainda uma pressão extra sobre os preços dos alimentos no mundo todo, causada não só pelo aumento dos combustíveis, mas também pelo maior custo com fertilizantes.
A agenda econômica é fraca tanto no Brasil quanto no exterior, abrindo espaço para a Faria Lima se dedicar ao noticiário eleitoral, incluindo a divulgação de pesquisas e a análise do debate, realizado na noite de domingo.
Agenda do dia
8h25: BC divulga Boletim Focus
9h30: Paulo Picchetti e Nilton David (BC) participam de reunião trimestral com economistas
AtlasIntel, BTG/Nexus e PoderData divulgam pesquisas presidenciais
Fonte: veja.abril.com.br