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O erro de jornal inglês em reportagem sobre segundo salário milionário de Infantino

'The Times' aponta conformidade de despesas e reembolsos do mandatário com normas suíças e corrige informações sobre compra de propriedade em Miami

O jornal inglês The Times admitiu erros em reportagem sobre um segundo salário de 1,72 milhão de dólares do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em nota publicada nesta terça, 20, o jornal destacou a conformidade com as leis suíças dos gastos e reembolsos do mandatário e corrigiu informações sobre a compra de uma propriedade em Miami. A Fifa reconheceu o pedido de desculpas.

O The Times afirmou em sua correção que não houve o pagamento de um segundo salário por parte da Fifa ao seu presidente, como havia noticiado em reportagem do dia 13 de outubro.

A retratação destaca que as despesas e os reembolsos [… ] não são considerados remuneração de acordo com as exigências de prestação de contas da Suíça e, por isso, não precisam estar incluídos no relatório de despesas da Fifa, como sugeriu a reportagem.

Outra correção do jornal aponta que Infantino não comprou um imóvel em Miami por um valor supostamente abaixo do mercado, como noticiado previamente. Além disso, nem ele nem seus familiares são proprietários legais ou beneficiários da Shadi LLC, tampouco exercem controle sobre essa empresa, ao contrário do que sugerimos, completa.

A Fifa aceitou o pedido de desculpas da publicação, mas manteve uma postura crítica, afirmando que há um esforço coordenado e contínuo por parte de alguns para enfraquecer a Fifa e seu presidente.

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Confira a nota na íntegra do The Times:

20 de outubro de 2026

Em 13 de outubro de 2026 (Esportes), noticiamos que Gianni Infantino recebia um segundo salário da Fifa, que a entidade não teria divulgado. Isso está incorreto. Não houve nenhum segundo salário.

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Os regulamentos não exigem que a Fifa inclua em seu relatório anual as despesas e os reembolsos recebidos pelo sr. Infantino, uma vez que esses valores não são considerados remuneração de acordo com as exigências de prestação de contas da Suíça.

Também reconhecemos que o sr. Infantino não comprou um imóvel em Miami por um valor supostamente abaixo do mercado, como havíamos noticiado. Além disso, nem ele nem seus familiares são proprietários legais ou beneficiários da Shadi LLC, tampouco exercem controle sobre essa empresa, ao contrário do que sugerimos.

Estamos dispostos a fazer essas correções e pedimos desculpas ao sr. Infantino e à Fifa pelos erros.

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Confira a nota na íntegra da Fifa:

A Fifa toma conhecimento do pedido de desculpas publicado hoje pelo jornal The Times, após a divulgação de uma reportagem imprecisa e prejudicial:

Em 13 de outubro de 2026 (Esportes), noticiamos que Gianni Infantino recebia um segundo salário da Fifa, que a entidade não teria divulgado. Isso está incorreto. Não houve nenhum segundo salário.

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Os regulamentos não exigem que a Fifa inclua em seu relatório anual as despesas e os reembolsos recebidos pelo sr. Infantino, uma vez que esses valores não são considerados remuneração de acordo com as exigências de prestação de contas da Suíça.

Também reconhecemos que o sr. Infantino não comprou um imóvel em Miami por um valor supostamente abaixo do mercado, como havíamos noticiado. Além disso, nem ele nem seus familiares são proprietários legais ou beneficiários da Shadi LLC, tampouco exercem controle sobre essa empresa, ao contrário do que sugerimos.

Estamos satisfeitos em fazer essas correções e pedimos desculpas ao sr. Infantino e à Fifa pelos erros.

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Conforme a Fifa declarou em agosto, é evidente que há um esforço coordenado e contínuo por parte de alguns para enfraquecer a Fifa e seu presidente. A Fifa insta os meios de comunicação a agir com responsabilidade e a verificar cuidadosamente todas as fontes, a fim de evitar a publicação e a posterior reprodução de informações falsas e difamatórias.

A Fifa acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. No entanto, fiscalizar e questionar não dá carta branca para amplificar acusações falsas. Quando uma reportagem é imprecisa, enganosa ou totalmente falsa, como neste caso, a Fifa continuará a contestá-la de forma direta e enérgica.

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Fonte: veja.abril.com.br

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