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Fonteles ganha força na Fazenda e expõe aposta de Durigan no governo Lula

Governador do Piauí surge entre os principais cotados para a pasta; Radar antecipou que atual ministro vendia plano fiscal sem garantia de permanência

O avanço do nome de Rafael Fonteles nas discussões sobre o comando do Ministério da Fazenda dá uma nova dimensão a um bastidor antecipado pelo Radar Econômico em agosto: Dario Durigan assumiu a tarefa de formular e apresentar à Faria Lima o plano econômico do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva sem ter recebido do presidente qualquer compromisso de que permaneceria à frente da pasta.

Governador reeleito do Piauí, Fonteles passou a ocupar lugar de destaque nas conversas sobre a composição do próximo governo. Ex-secretário estadual da Fazenda, o petista ganhou projeção nacional durante o segundo turno, quando participou da articulação da campanha que levou Lula à reeleição.

Em 11 de agosto, o Radar Econômico mostrou que Durigan apresentava a bancos e investidores uma agenda de ajuste fiscal que incluía a redução do limite de crescimento real das despesas de 2,5% para 1,5%, novos mecanismos de contenção de gastos e a promessa de superávit primário de 0,5% do PIB em 2027. A influência na formulação das propostas, porém, não vinha acompanhada da garantia de que seria ele o responsável por executá-las.

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A possível escolha de Fonteles também criaria uma situação delicada no Piauí. Reeleito em primeiro turno com 70,9% dos votos válidos, o governador declarou, no próprio dia da votação, que cumpriria integralmente o novo mandato. Para assumir a Fazenda, teria de renunciar ao cargo, abrindo caminho para o vice-governador eleito, Washington Bandeira, também do PT.

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Lula ainda não anunciou quem comandará a política econômica a partir de 2027. A dúvida que se instala não é apenas sobre o destino de Durigan, mas também sobre a continuidade das propostas fiscais que ele apresentou ao mercado durante a campanha.

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Fonte: veja.abril.com.br

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