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Contra evidências, Musk questiona matemática da eleição brasileira e vitória de Lula

Dono do X (ex-Twitter) e CEO da Tesla alega que 'a conta não fecha' para virada do petista, enquanto Trump mantém silêncio sobre resultados

O bilionário Elon Musk, dono do X (ex-Twitter) e CEO de empresas como Telsa e SpaceX, voltou a questionar os resultados das eleições brasileiras nesta segunda-feira, 26, pondo em dúvida a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O petista derrotou o rival com 51,79% dos votos válidos contra 48,21%, uma diferença de 4,43 milhões de votos. Foi uma virada inédita na história brasileira, depois de Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio por cerca de 2,2 milhões de votos.

Nesta segunda, enquanto o presidente americano, Donald Trump, mantém silêncio sobre os resultados, seu amigo Musk (recém integrado ao governo) foi às redes para semear dúvidas a respeito da legitimidade do pleito.

Mais cedo, ele já havia compartilhado uma postagem de um dos advogados de Trump, Martin de Luca, que questionou se o domingo havia sido o dia em que Lula se transformou em Nicolas Maduro, alertou para o suposto roubo nas eleições e indicou que ninguém reconheceria a eleição. Musk adicionou um comentário bem ao seu estilo: “Uou.”

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Depois, ele republicou um resumo de quantos votos cada candidato havia ganhado desde o primeiro turno, em 4 de outubro. “A conta não fecha”, alegou

As evidências, porém, explicam a matemática da transferência de votos.

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Lula ganhou mais eleitores: o petista ganhou 10,38 milhões de votos entre os turnos, alta de 19,26%. Flávio acrescentou 3,72 milhões, crescimento de 6,63%.

Redução da abstenção: a taxa de abstenção caiu de 21,08% para 19,21% no segundo turno, o que significa que o número de eleitores que votaram aumentou de 125,28 milhões para 128,11 milhões — um acréscimo de 2,83 milhões de pessoas.

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Redução de brancos e nulos: esses votos passaram de aproximadamente 5,98 milhões para 4,15 milhões, uma queda de 1,83 milhão.

Distribuição dos votos adicionais: dos cerca de 14,1 milhões de votos adicionais recebidos pelos dois candidatos, 73,6% ficaram com Lula e 26,4% com Flávio.

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Transferência de votos: 9,3 milhões de votos foram destinados aos concorrentes eliminados no primeiro turno. O crescimento de Flávio foi menor que essa soma. Uma simulação estatística que circula amplamente nas redes estima, por exemplo, que 3,8 milhões migraram para Lula, enquanto 5,5 milhões foram para Flávio. Apesar de receber uma parcela menor desse eleitorado, o petista compensou a diferença com as outras fontes de votos, como quem votou nulo no primeiro turno.

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Fonte: veja.abril.com.br

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