Disputa apertada no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro levanta suspeitas de ambos os lados sobre resultados de levantamentos
Diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo condena o uso de dados de abstenção para definir os resultados de sondagens eleitorais, a exemplo de procedimento adotado recentemente por um grande instituto contratado por um veículo de imprensa.
Fazer ponderação em pesquisas sobre quem vai votar ou não, é fraude. Abstenção é imprevisível. Não se pode considerar, diz Hidalgo.
Os institutos que têm realizado pesquisas medindo o impacto da abstenção alegam que o meio tornou-se um dos principais fatores para aumentar a precisão dos levantamentos e aproximar os resultados das pesquisas ao que é apurado pelas urnas eletrônicas.
Para Hidalgo, ao usar essa lógica, os institutos ficam livres para apontar qualquer resultado: “Com abstenção, eu coloco o resultado que eu quiser”.
A disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e Lula no atual segundo turno tem sido temperada por resultados variados de pesquisas que mostram cenários completamente diferentes, a depender das relações no meio político de cada empresa responsável pelos levantamentos.
Fonte: veja.abril.com.br