No primeiro turno, Paraná foi estado mais atingido com 440 locais de votação afetados com chuvas
Com previsão de fortes chuvas para o próximo domingo, 25, dia do segundo turno das eleições gerais brasileiras, a Justiça Eleitoral criou a Sala Nacional de Situação Climática para monitorar a situação em todo país a fim de garantir a votação em todos os colégios eleitorais. O monitoramento será feito em conjunto com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e seis instituições parceiras para identificar riscos que possam comprometer a votação, informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os preparativos foram discutidos na quinta-feira (22), em reunião com representantes das instituições envolvidas. Essa rede funciona de maneira permanente, com circulação de informações, monitoramento contínuo e canais diretos de comunicação e resposta, ressaltou William Akerman, diretor de Assuntos Estratégicos da Presidência do TSE.
Entre suas atribuições da sala de monitoramento estão: acompanhar previsões do tempo e alertas de desastres, identificar áreas vulneráveis e pontos críticos, avaliar riscos para locais de votação e rotas de transporte das urnas eletrônicas, elaborar protocolos para reduzir danos causados por eventos climáticos extremos e oferecer suporte técnico à tomada de decisões em crises ambientais.
No primeiro turno, por exemplo, fortes chuvas atingiram a região de Presidente Prudente, no interior paulista, o que motivou a transferência de votação de 12 seções eleitorais para a Unesp local. Ao todo, 3.267 eleitores votam nessas seções. A troca ocorreu depois de uma escola da cidade ficar destelhada com a tempestade.
O Paraná foi o estado mais afetado com a ocorrência de temporais severos em grande parte do território no primeiro turno, no último dia 5. As ocorrências tiveram impacto estimado em 139 municípios e 440 locais de votação. Estima-se que 6% do estado ficou sem energia. Ao longo da manhã, 51% das ocorrências haviam sido resolvidas. Nos últimos dias, a sala acompanhou principalmente as condições climáticas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e em Minas Gerais, onde há previsão de chuvas intensas. Também monitorou queimadas nas regiões Norte e Nordeste.
Fonte: veja.abril.com.br