Petista pode ter até quarenta ministros em seu quarto mandato presidencial; futuro de ex-titulares como Haddad, Tebet e Marina Silva é incerto
Vitorioso na eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem nas mãos um novo imbróglio para solucionar antes de reassumir o cargo em 2027. A reboque de sua reeleição, o petista traz uma multidão de candidatos aliados que, a despeito de seus esforços de campanha, fracassaram nas urnas e terão de ser acomodados em ministérios e cargos de alto escalão na próxima gestão presidencial.
O rol de cotados aos ministérios começa com a tropa de ex-ministros que o petista lançou e não conseguiu eleger em 2026. A lista inclui Fernando Haddad e Márcio França, que deixaram as pastas da Fazenda e do Empreendedorismo para disputar o governo de São Paulo e foram derrotados no primeiro turno, e os ex-titulares Simone Tebet (Planejamento), Marina Silva (Meio Ambiente), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Pimenta (Secom) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), todos candidatos ao Congresso que não se elegeram em outubro.
Fora da Esplanada, os resultados das urnas deixaram sem cargo aliados estratégicos de Lula: Eduardo Paes e Benedita da Silva, derrotados ao governo e ao Senado pelo Rio de Janeiro; João Campos, que perdeu a disputa pelo governo de Pernambuco; Patrus Ananias, não eleito ao Executivo de Minas Gerais; e Soraya Thronicke e Randolfe Rodrigues, que não renovaram seus mandatos no Senado por Mato Grosso do Sul e pelo Amapá.
Vitoriosos
Entre os que triunfaram nas urnas, há aliados que tiveram grande destaque na campanha presidencial do PT e podem ganhar mais destaque no novo governo Lula. Entre eles estão André Janones, deputado federal reeleito, que foi peça-chave na estratégia digital do petista; Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí, um dos coordenadores da campanha petista ao Planalto; e Camilo Santana, que tem mandato como senador até 2031, mas comandou o Ministério da Educação pelos últimos quatro anos e pode seguir na pasta a partir de 2027.
A falta de cadeiras para acomodar aliados na Esplanada dos Ministérios, no entanto, não é parte do problema. Após comandar o governo com mais ministérios (39) na história do país, Lula ainda pode criar outra pasta na próxima gestão: o Ministério da Segurança Pública, hoje apensado à Justiça, cuja fundação foi uma das promessas de campanha do petista.
Fonte: veja.abril.com.br