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Urnas são fechadas em escolas antes de mesários receberem aviso sobre prorrogação

Decisão de Zanin estendeu horário até às 19h, mas mesários foram comunicados quando seções já haviam sido encerradas

Mesários e eleitores relataram a VEJA dificuldades para votar neste domingo, 25, após o encerramento das seções às 17h. Os relatos indicam que equipes eleitorais já haviam fechado as urnas e dispensado eleitores quando receberam informações sobre a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação em todo o país até as 19 horas.

Na Escola Estadual Professora Dulce Ferreira Boarin, na região da Casa Verde, o mesário Everton Barbosa Bertaglia, ouvido pela reportagem afirmou que a equipe aguardou cerca de 20 minutos por orientações depois de finalizar os procedimentos de encerramento. Segundo ele, eleitores que chegaram ao local após as 17h foi dispensado sem conseguir votar, “A equipe de apoio — que fica em contato com o cartório eleitoral — estava completamente perdida”, contou.

No colégio eleitoral Major Arcy, na Vila Mariana, o publicitário Renato Ferreira relatou que os portões foram fechados às 17h e que cerca de 25 pessoas aguardavam para votar. De acordo com ele, os responsáveis pela seção disseram ter recebido o aviso sobre a prorrogação quando as urnas já haviam sido encerradas. “Nos reunimos para cobrar uma posição da PM no local, mas nada foi feito.”

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Situação semelhante foi relatada por Felipe Ferreira, mesário na Escola Estadual Professora Nancy de Oliveira Fidalgo, na zona leste da capital paulista. Ele afirmou que a equipe concluiu os procedimentos de fechamento e recebeu orientação para aguardar quando já estava prestes a entregar a urna. Veronica Borges, mesária no Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em Santo Amaro, na zona eleitoral 005, também relatou que a seção foi encerrada após as 17h e que só soube da prorrogação depois de deixar o local.

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Na cidade de Caruaru, no agreste de Pernambuco, também foram registrados problemas em relação à decisão de prorrogação do horário de votação, já que a medida foi informada muito tardiamente para os mesários e autoridades eleitorais locais. A professora Claudia Fernandes, que exerce a função de administradora de prédio no processo eleitoral da cidade, relatou para VEJA como a decisão não teve qualquer efeito de prorrogação real na unidade em que ela trabalhou neste domingo, 25: “A informação [da prorrogação] chegou às 17h15, mas, às 17h em ponto, já não havia mais nenhuma fila nas nossas seções. Todas já tinham sido fechadas quando avisaram da prorrogação”, disse sobre o atraso no envio da nova orientação.

“A orientação anterior era de que, se, às 17h, não houvesse fila, a gente fizesse uma chamada-geral para saber se tinha alguém no prédio que ainda não havia votado e não se atentado ao horário, mas, não aparecendo ninguém, a gente devia encerrar, cada presidente finalizar a seção. Foi isso que a gente fez. E a gente seguiu as providências de entrega [do material de votação ao TRE]. Como a informação só chegou às 17h15, não houve mais o que fazer”, complementou.

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A decisão inicial de Zanin determinou a extensão do horário de votação até as 19h em todo o país. Posteriormente, o ministro explicou que a medida deveria ser aplicada às seções cujas urnas ainda não haviam sido fechadas. Nas seções já encerradas, os votos seriam computados e totalizados normalmente.

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Fonte: veja.abril.com.br

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