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Rússia propõe retomar negociação com Ucrânia em novembro; Zelensky exige congelar front

Ideia russa de retomar conversas trilaterais com Kiev e Washington, pausadas há oito meses, veio em momento de aproximação entre Trump e Putin

A Rússia anunciou, nesta quarta-feira, 21, que está para retomar as negociações com os Estados Unidos e a Ucrânia em novembro, após o presidente Vladimir Putin se reunir com o emissário americano Steve Witkoff em São Petersburgo. A última rodada de conversas trilaterais oficiais ocorreu em fevereiro, em Abu Dhabi.

“Nosso presidente informou a Steve Witkoff que estamos, a princípio, prontos para retomar essas conversas”, disse o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, à imprensa, acrescentando que esses contatos poderiam ocorrer em meados de novembro e teriam como “tema principal o reforço da segurança após o fim do conflito”.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que se reuniu com Witkoff na terça-feira 20, reagiu afirmando que “congelar” as linhas de frente da guerra seria pré-condição para iniciar negociações para um cessar-fogo.

“Neste momento, precisamos congelar, e acredito que essa seja a maneira de encerrar esta guerra. Chamamos isso de cessar-fogo… congelar e parar”, disse Zelensky em entrevista à emissora Fox News.

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O líder ucraniano ressaltou que qualquer acordo de paz deve incluir garantias de segurança por parte de parceiros como os Estados Unidos e aliados europeus e insistiu que qualquer negociação de paz deve incluir a Ucrânia: “Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor”, enfatizou, depois do presidente Donald Trump aceitar um convite de Putin para uma cúpula com Xi Jinping, em novembro, com intuito de discutir um acordo para encerrar a guerra.

Aproximação EUA-Rússia

As relações de Zelensky com Washington atingiram um novo patamar de desgaste após Trump anunciar um acordo com o país de Putin para comprar diesel russo e suspender novas sanções contra Moscou, na esperança de baixar o preço dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato, em novembro. Durante o encontro com Witkoff, o mandatário russo anunciou que um navio transportando 40 mil toneladas de diesel russo deve partir para os Estados Unidos nos próximos dias.

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À margem do encontro, a Rússia também anunciou a libertação do professor americano aposentado Stephen Hubbard, de 74 anos, que estava preso desde 2022 sob a acusação de lutar ao lado das forças ucranianas. A soltura ocorreu após um pedido feito diretamente por Trump durante uma conversa telefônica com Putin na semana passada.

O ocupante do Salão Oval também orientou Kiev a interromper os ataques a refinarias russas durante uma suposta “trégua energética” — que foi ignorada pela Rússia e depois pela Ucrânia — e instou os ucranianos a elegerem outro presidente.

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“Sugiro que arranjem um novo líder que consiga fechar um acordo (de paz). Por algum motivo, (Zelensky) nunca faz isso”, disse ele a repórteres na Casa Branca, na segunda-feira 19.

Já o governo ucraniano acusou os Estados Unidos de restringir o apoio militar e de inteligência necessário para enfrentar os ataques russos. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, rejeitou as acusações e as classificou como escandalosas, embora o jornal The Wall Street Journal tenha revelado que partiu de Elon Musk, a mando da Casa Branca, a decisão de reduzir o acesso da Ucrânia aos sistemas de satélite Starlink, da sua empresa SpaceX.

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Fonte: veja.abril.com.br

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