A Ucrânia e a Rússia devem se concentrar em pôr fim à guerra entre si, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a jornalistas durante sua visita ao Uzbequistão na segunda-feira (19). Questionado sobre uma possível reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, para negociar o fim do conflito na Ucrânia, Rubio disse que 'houve conversas', mas que Trump gostaria que a guerra 'terminasse'. Rubio desemba

A Ucrânia e a Rússia devem se concentrar em pôr fim à guerra entre si, disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a jornalistas durante sua visita ao Uzbequistão na segunda-feira (19). Questionado sobre uma possível reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, para negociar o fim do conflito na Ucrânia, Rubio disse que 'houve conversas', mas que Trump gostaria que a guerra 'terminasse'. Rubio desembarcou em Samarcanda para se encontrar com altos funcionários do grupo C5+1, que reúne os Estados Unidos e os países pós-soviéticos de maioria muçulmana: Uzbequistão, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Turcomenistão. Na declaração, secretário disse haver risco de 'propagação para outro país'. 'Não vemos nada de bom vindo desta guerra. Vemos muitos pontos negativos nisso, incluindo o risco muito real de escalada e propagação disso para outro país devido a um ataque de sabotagem fracassado, devido a drones atingidos por guerra eletrônica que acabam invadindo um país vizinho'. Os EUA têm tentado mediar um acordo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia e, desde então, Trump fechou um acordo de importação de diesel com a Rússia e suspendeu algumas sanções contra Moscou , o que, segundo ele, deve manter o Kremlin na mesa de negociações. As medidas foram criticadas pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Um novo ataque aéreo russo matou uma mulher em Kiev, na Ucrânia, durante a noite, além de atingir uma estação de metrô e danificar um prédio residencial de 25 andares. Putin propõe reunião com Trump e Xi Jinping para negociar resolução da guerra na Ucrânia, diz Rússia Presidente da Rússia, Vladimir Putin. Sergey Bobylev / POOL / AFP O presidente da Rússia, Vladimir Putin, propôs uma cúpula em novembro com o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, para negociar uma solução para o conflito na Ucrânia. A ideia é que a decisão seja favorável a Moscou, informou o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com as discussões. O caso depois foi confirmado pelo governo russo. A cúpula proposta ocorre em meio ao aquecimento das relações entre Trump e Putin, especialmente depois que o presidente dos EUA anunciou um acordo para comprar diesel russo e assinou, na sexta-feira, uma ordem executiva suspendendo sanções importantes contra Moscou. O jornal afirmou que a sugestão de Putin surgiu em uma ligação telefônica com Trump em 9 de outubro, que também resultou no acordo sobre o diesel entre os dois países. O Kremlin sugeriu que o diálogo trilateral seja realizado à margem da próxima cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), segundo reportagem do Wall Street Journal. A cúpula está marcada para os dias 18 e 19 de novembro em Shenzhen. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou ao jornal que estavam ocorrendo discussões sobre uma possível reunião. 'Ainda não há um entendimento claro sobre a reunião em si ou sua possível pauta, embora todas as três partes reconheçam a possibilidade hipotética de tal reunião ocorrer', disse ele ao Wall Street Journal. Um alto funcionário do governo americano disse ao Wall Street Journal que Trump não havia concordado com tal cúpula, mas que poderia estar receptivo à ideia. O acordo de Trump com Putin sobre o fornecimento de diesel e a ordem executiva que suspende as sanções contra Moscou atraíram críticas do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que alertou que isso encorajaria Putin e prolongaria a guerra Putin e Trump na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage (Alasca) ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Fonte: cbn.globo.com