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Reeleição de Lula abre espaço para ampliar parcerias com Brasil, dizem líderes

Mensagens de governos da Europa, Ásia, África e Américas destacam comércio, clima e integração regional

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno levou governos de diferentes regiões a defender mais cooperação com o Brasil.

Em mensagens divulgadas nesta segunda-feira (26), líderes da União Europeia, França, Índia, Canadá e África do Sul citaram comércio, meio ambiente, diplomacia e prioridades do chamado Sul Global.

Lula foi reeleito com 52% dos votos válidos, contra 48% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

As manifestações internacionais celebraram o resultado e projetaram a continuidade das relações com o governo brasileiro. Até a manhã desta segunda, porém, nenhuma delas havia apresentado um novo acordo ou compromisso com medidas e prazos definidos.

Comércio e clima na agenda europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco pretende seguir trabalhando com o Brasil em comércio aberto, defesa de regras internacionais e ambição climática.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, também defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.

A agenda econômica dá peso concreto a esse discurso.

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O comércio de bens entre Brasil e União Europeia somou US$ 100 bilhões em 2025, equivalente a 16% do comércio exterior brasileiro, segundo dados do governo federal.

O bloco é o segundo maior parceiro comercial do país; nas exportações brasileiras para a UE, a indústria de transformação respondeu por 47% no ano passado.

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A relação também está ligada ao acordo Mercosul, União Europeia, assinado em janeiro de 2026.

O braço comercial do pacto está em aplicação provisória desde maio, enquanto o acordo de parceria segue os trâmites institucionais previstos.

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A implementação e a ratificação continuam no radar político dos dois lados, em meio a debates sobre comércio e compromissos ambientais.

Índia aponta comércio em expansão

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, propôs aprofundar a parceria estratégica e ampliar a cooperação em diferentes áreas.

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A mensagem coincide com uma aproximação econômica que já avançou.

O comércio bilateral atingiu US$ 15 bilhões em 2025, alta de 25% sobre o ano anterior. De janeiro a julho de 2026, chegou a US$ 10 bilhões, crescimento de 33%, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os dois países discutem ampliar o acordo preferencial de comércio entre Mercosul e Índia e remover barreiras a produtos como itens agrícolas e calçados.

A pauta brasileira inclui petróleo, minério de ferro, açúcar e algodão; o Brasil importa da Índia, entre outros produtos, medicamentos e defensivos agrícolas. São negociações em curso, distintas da mensagem de congratulação de Modi.

Canadá e países vizinhos incluem meio ambiente e segurança

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, defendeu criar oportunidades comerciais e ampliar a cooperação ambiental.

Na América do Sul, o presidente do Chile, José Antonio Kast, mencionou integração econômica e combate ao crime organizado; o presidente da Guiana, Irfaan Ali, pediu mais comércio, investimentos e integração regional.

As manifestações mostram que a agenda proposta não se limita às potências econômicas. Em diferentes graus, governos da região associaram a continuidade das relações à circulação de bens e investimentos, à segurança e ao desenvolvimento regional.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, por sua vez, destacou a atuação conjunta em fóruns multilaterais e a defesa de uma ordem internacional baseada no direito.

As declarações também têm um componente diplomático: sinalizam disposição para trabalhar com o governo reeleito, mas não garantem resultados.

O desafio será converter o apoio político em negociações, investimentos e projetos concretos e conciliar interesses que variam de acesso a mercados e segurança a clima e governança internacional.

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Fonte: veja.abril.com.br

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