Levantamento mede a percepção dos eleitores sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro e Lula também na TV e no WhatsApp
A nova pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17, mostra como os eleitores avaliam o desempenho das campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula em diferentes ambientes na reta final do segundo turno. Na televisão e no rádio, 41% citam o senador como o candidato que tem apresentado a melhor campanha e 36% apontam o presidente . Outros 5% consideram os dois iguais e 18% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também mede a percepção sobre redes sociais, conversas de WhatsApp, entrevistas na televisão e campanha nas ruas. Os resultados variam conforme o meio analisado e mostram que a diferença entre os percentuais atribuídos aos dois candidatos diminuiu em alguns desses espaços na comparação com a rodada anterior.
Como os eleitores avaliam a campanha na TV e no rádio?
Na televisão e no rádio, 41% dos entrevistados apontam Flávio Bolsonaro como o candidato que tem apresentado a melhor campanha, enquanto 36% citam Lula. Na rodada anterior, realizada entre 6 e 8 de outubro, os percentuais eram de 43% e 34%, respectivamente.
Assim, entre as duas pesquisas, Flávio oscilou numericamente de 43% para 41% e Lula, de 34% para 36%. A diferença entre as menções aos dois candidatos passou de 9 para 5 pontos percentuais.
O que acontece nas redes sociais?
Nas redes sociais, 45% dos entrevistados apontam Flávio como o candidato que apresenta a melhor campanha e 37% citam Lula. Outros 3% consideram que os dois têm desempenho igual e 15% não sabem ou não responderam.
Na rodada anterior, Flávio tinha 47% e Lula, 32%. A diferença entre as menções, que era de 15 pontos, passou para 8 pontos na pesquisa mais recente.
Quem é mais citado nas conversas de WhatsApp?
Quando o Ipespe pergunta qual candidato tem sido melhor comentado nas conversas de WhatsApp, 43% apontam Flávio Bolsonaro e 32% citam Lula. Outros 7% dizem que os dois aparecem de forma igual e 18% não sabem ou não responderam.
Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 44% para Flávio e 30% para Lula. A distância entre as menções passou de 14 para 11 pontos percentuais.
Como os eleitores veem as entrevistas na televisão?
Nas entrevistas concedidas à televisão, 42% dos entrevistados dizem que Flávio tem se apresentado melhor, enquanto 37% citam Lula. Apenas 1% considera o desempenho dos dois igual e 20% não sabem ou não responderam.
Na rodada de 6 a 8 de outubro, Flávio era citado por 45% e Lula, por 37%. A diferença numérica entre os dois, portanto, passou de 8 para 5 pontos.
E como está a percepção sobre a campanha nas ruas?
Nas ruas, o resultado é diferente dos demais meios avaliados. Flávio Bolsonaro e Lula são citados por 41% dos entrevistados cada um quando a pergunta é sobre quem está fazendo a melhor campanha nesse ambiente. Outros 3% dizem que os dois têm desempenho igual e 15% não sabem ou não responderam.
Esse item aparece apenas na rodada mais recente apresentada no relatório, de forma que não há comparação com a pesquisa anterior nesse indicador.
A percepção sobre a campanha acompanha a intenção de voto?
Os cruzamentos mostram forte associação entre intenção de voto e avaliação da campanha. Entre os eleitores de Flávio, 83% apontam o próprio candidato como responsável pela melhor campanha nas redes sociais, 82% nas entrevistas na TV e 82% também nas ruas. Entre os eleitores de Lula, 76% citam o presidente nas redes, 77% nas entrevistas e 82% nas ruas.
O relatório, porém, mede percepção e não estabelece relação de causa entre desempenho de campanha e intenção de voto. Os dados mostram apenas como diferentes grupos avaliam a atuação dos candidatos nos meios pesquisados.
Como está a disputa presidencial na mesma pesquisa?
No cenário estimulado, Flávio Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto e Lula, com 46%. Branco ou nulo somam 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam. Nos votos válidos, o Ipespe calcula 51,2% para Flávio e 48,8% para Lula.
Qual a metodologia da pesquisa?
A segunda rodada do tracking Ipespe/Abrapel ouviu 1.500 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro por meio de entrevistas telefônicas realizadas pelo sistema CATI. A margem de erro máxima estimada é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, para resultados próximos de 50%, com intervalo de confiança de 95,45%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00223/2026.
VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisa foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
Fonte: veja.abril.com.br