Cinco meses antes de ser preso pela Polícia Federal, o vereador carioca Fábio Silva (Podemos) foi alvo de uma denúncia que já apontava cobrança de taxas de internet em parceria com traficantes na Zona Norte do Rio de Janeiro. A Polícia Militar analisou o caso e concluiu que não havia envolvimento do parlamentar. A denúncia chegou ao Disque Denúncia em janeiro. Segundo o relato, o vereador e traficantes cobravam taxas de internet, gás e água dos moradores da Rua Brejauva e das ruas viz

Cinco meses antes de ser preso pela Polícia Federal, o vereador carioca Fábio Silva (Podemos) foi alvo de uma denúncia que já apontava cobrança de taxas de internet em parceria com traficantes na Zona Norte do Rio de Janeiro. A Polícia Militar analisou o caso e concluiu que não havia envolvimento do parlamentar. A denúncia chegou ao Disque Denúncia em janeiro. Segundo o relato, o vereador e traficantes cobravam taxas de internet, gás e água dos moradores da Rua Brejauva e das ruas vizinhas, em Anchieta, na Zona Norte. O Ministério Público do Rio abriu uma notícia de fato em 14 de janeiro e encaminhou o caso ao 41º BPM (Irajá). No final de abril, a Agência de Inteligência do batalhão respondeu que não foi verificado o envolvimento de Fábio Silva com cobranças ilegais de taxas ou com o Comando Vermelho. O despacho, assinado pelo chefe da agência, capitão João Carlos de Oliveira Theobald, registra que a área fica próxima ao Beco de Anchieta e ao Complexo do Chapadão, sob influência da facção. Na segunda-feira (19), a PF prendeu o vereador em Londrina (PR), na Operação Backbone, que investiga o monopólio da internet imposto pelo CV nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Para a PF, Fábio Silva é dono e beneficiário de provedores ligados ao esquema. Na segunda-feira (19), a PF prendeu o vereador em Londrina (PR), na Operação Backbone, que investiga o monopólio da internet imposto pelo CV nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Para a PF, Fábio Silva é dono e beneficiário de provedores ligados ao esquema. Entre as empresas investigadas está a Nort Telecom, que atua no Chapadão e é ligada ao vereador. Nas eleições de 2024, uma denúncia encaminhada ao Ministério Público Eleitoral apontou que clientes da Nort Telecom eram ameaçados de ter a internet cortada se não votassem em Fábio Silva, mesmo estando em dia com os pagamentos. O MP Eleitoral pediu a cassação do mandato por abuso de poder econômico e político, mas a Justiça Eleitoral absolveu o vereador. Ele foi multado em R$ 5 mil por propaganda eleitoral irregular. Procurada, a PM ainda não respondeu.
Fonte: cbn.globo.com