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Pesquisa mostra quantos eleitores votaram após 17h e se foram decisivos na derrota de Flávio

Levantamento do Monitor do Debate Político da USP aponta que 34.700 pessoas votaram após prorrogação de horário; diferença para Lula foi de 4,4 milhões de votos

Um levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, um grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), aponta que 34. 700 eleitores foram às urnas entre as 17h e as 19h, momento em que a votação foi prorrogada por ordem do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O número mostra que esses eleitores não foram decisivos para a definição do placar final, pois a diferença entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi de mais de 4 milhões de votos.

Na prática, o dado significa que, mesmo que todos os eleitores que foram às urnas entre 17h e 19h tivessem votado em Flávio, isso não seria suficiente para lhe trazer a vitória. Da mesma maneira, não é matematicamente possível que esses 34. 700 eleitores tenham sido responsáveis pela vitória de Lula. A vantagem do petista sobre o senador (4. 430. 191 votos) é 128 vezes maior do que a quantidade de pessoas que votou na prorrogação.

A confusão causada pela prorrogação foi usada por Flávio Bolsonaro na noite de domingo, 25, para justificar o fato de ele não aceitar o resultado da votação. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo mais uma vez, pelos amigos do Lula no STF”, disse o senador no discurso após a derrota.

Ele não questionou diretamente os votos que foram colhidos no horário prorrogado, mas disse que a maneira como o processo ocorreu, com várias urnas já fechadas quando a decisão foi emitida, pode ter comprometido o resultado da eleição ao impedir que outras pessoas votassem. “Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, diferentes estados. Eu nunca vou saber se, em um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu (… ). Essas eleições deveriam ter sido anuladas, nas condições que as coisas aconteceram neste momento”, disse.

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Impasse na votação

No começo da tarde do domingo, a coligação do PT pediu a prorrogação da votação em cidades nas quais houve indícios de que o transporte público não chegou a todos os eleitores o caso mais dramático foi na Bahia, onde a Justiça Eleitoral chegou a determinar a prisão do secretário dos Transportes. No meio da tarde, o PT pediu para ampliar a medida a todos os estados. A campanha do senador Flávio Bolsonaro também ingressou com um pedido semelhante, pedindo para a votação ser postergada em dezenove cidades, mas por conta das chuvas que atingiram fortemente algumas regiões.

Diante da inércia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação de Lula foi até o STF. Zanin, sorteado relator, postergou a votação até as 19h em todas as cidades do país, o que provocou várias controvérsias em zonas eleitorais que já tinham lacrado as urnas. Depois que a urna é fechada, ela não pode ser reaberta.

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Fonte: veja.abril.com.br

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