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Negócios com imóveis comerciais disparam 156%, apesar dos juros altos

Levantamento da Cushman & Wakefield aponta R$ 12,18 bilhões em transações no terceiro trimestre, segundo maior volume em doze anos

O mercado brasileiro de imóveis comerciais parece ter encontrado uma maneira de driblar os juros elevados. Levantamento da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield mostra que as transações envolvendo galpões logísticos, escritórios e imóveis comerciais movimentaram R$ 12,18 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um salto de 156% em relação aos R$ 4,84 bilhões registrados nos três meses anteriores. Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento chegou a 178%. Foi o segundo maior volume trimestral dos últimos doze anos.

Ao todo, foram realizadas 41 operações. Os imóveis industriais e logísticos lideraram a movimentação, com R$ 5,5 bilhões negociados em doze transações, o equivalente a 45,1% do total. O segmento comercial respondeu por R$ 3,89 bilhões, distribuídos em dezesseis operações, enquanto os escritórios movimentaram R$ 2,79 bilhões em treze negócios.

A recuperação também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, as transações imobiliárias somaram aproximadamente R$ 25 bilhões, alta de 94,9% na comparação anual. O montante já se aproxima dos R$ 26,6 bilhões registrados durante todo o ano de 2025.

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Os números revelam um movimento expressivo em um ambiente de crédito ainda caro, que tende a elevar o custo de financiamento e a tornar os investimentos imobiliários menos atraentes diante das aplicações de renda fixa. A força das transações, contudo, não significa necessariamente uma recuperação generalizada do setor: o desempenho reflete o volume financeiro dos negócios concluídos, que pode ser influenciado por operações de grande porte.

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Fonte: veja.abril.com.br

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