Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Ministério Público pede fim de ação sobre quebra de sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro

Órgão considera que candidatos podem divulgar voluntariamente seus dados bancários, fiscais e telefônicos sem necessidade de intervenção da Justiça Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a extinção, sem julgamento do mérito, da ação que discute a divulgação dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República. O parecer foi apresentado na sexta-feira, 23, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a dois dias do segundo turno das eleições.

O pedido havia sido apresentado pela campanha de Lula após um desafio feito ao adversário durante o debate da Band, no último domingo, 18. Na ocasião, o presidente propôs que ambos divulgassem seus dados bancários, fiscais e telefônicos, assim como informações de familiares, referentes aos últimos oito anos.

No parecer, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, argumentou que não existe interesse processual nem questão estritamente eleitoral que justifique a atuação do TSE. Não se vislumbram, no conteúdo do presente expediente, elementos aptos a justificar a intervenção da Justiça Eleitoral, sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada, afirmou.

O Ministério Público destacou que a proteção aos dados pessoais é uma garantia constitucional destinada a preservar a intimidade e a privacidade dos cidadãos. Entretanto, ressaltou que não existe impedimento legal para que os próprios titulares autorizem a divulgação voluntária dessas informações.

Continua após a publicidade

Entenda a disputa sobre os sigilos

A discussão começou durante o debate presidencial da Band, quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir seus sigilos de maneira simultânea. O candidato do PL respondeu com exigências adicionais, incluindo a divulgação de informações do Instituto Lula, dos gastos com cartões corporativos da Presidência e de registros telefônicos de ex-assessores do petista.

Na quinta-feira, 22, as duas campanhas apresentaram ao TSE um documento assinado pelos candidatos autorizando a abertura dos respectivos sigilos. O acordo também abrangia familiares e pessoas jurídicas relacionadas aos presidenciáveis.

Continua após a publicidade

Entre as condições negociadas estava a inclusão da Alcazar Holdings, empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro e investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de lavagem de dinheiro. Do lado de Lula, foram incluídas exigências relacionadas ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, além de informações sobre cartões corporativos e a agenda da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

O posicionamento do Ministério Público acompanha o entendimento do ministro André Mendonça, relator do processo no TSE. Na quinta-feira, 22, o magistrado afirmou que os candidatos podem tornar públicas suas informações sem autorização judicial. Não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor, afirmou Mendonça.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar