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Meio milhão de pessoas vão às ruas e 400 são presas em protestos na França

Manifestantes exigem ações contra o aumento do custo de vida no país

Cerca de 550 mil pessoas foram para as ruas e ao menos 400 foram presas durante os protestos contra o aumento de custo de vida na França, que se espalharam por diversas cidades do país neste sábado, 17. No X, o presidente Emmanuel Macron prometeu punir “aqueles que praticaram atos de vandalismo”.

A seis meses da eleição presidencial, uma convocação incitou diversos setores da sociedade francesa a protestar sob motes como “abaixo o sistema”, “tomamos a Bastilha” e até pedidos de renuncia de Macron. Os exigem medidas para contar o aumento do custo de vida no país, puxado, principalmente, pela alta dos combustíveis desde o início da guerra no Oriente Médio.

“Hoje há um ponto de convergência de muitas revoltas, todas legítimas e todas mais ou menos conectadas”, afirmou à AFP Florine Pigny, uma tatuadora de 36 anos que mora nos arredores de Paris e diz estar preocupada com o futuro de sua filha e com a situação dos serviços públicos.

“No fim do mês não sobra nada; os preços sobem, mas os salários, não. Não aguentamos mais, estamos sufocando”, denunciou Franck, um funcionário público que participou de uma manifestação em Guéret, no centro da França, ao lado de cerca de 300 pessoas, das quais um quarto eram estudantes do ensino médio.

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Três policiais com capacetes e coletes de proteção arrastam uma pessoa caída no chão, em uma rua urbana escura. À esquerda, um fotógrafo com boné e máscara facial registra a cena. Ao fundo, luzes de veículos e edifícios iluminam a névoa, com árvores sem folhas e mais pessoas distantes. O chão está sujo com detritos.
Ao menos 400 pessoas foram presas durante as manifestaçõesFoto por KIRAN RIDLEY/AFP

– Tensões e detidos –

Os protestos nas grandes cidades foram marcados por cenas de caos. Em Marselha e em Lille, manifestantes invadiram as prefeituras e, na primeira, derrubaram um busto de Marianne, símbolo da República Francesa.

Em Paris, a Praça da República, ponto de partida das marchas na capital, foi palco de confrontos com as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo e jatos d’água aos objetos lançados por manifestantes mascarados.

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As autoridades, que haviam proibido manifestações em locais estratégicos como a turística Champs-Élysées, impediram protestos não autorizados em outros pontos da capital, incluindo um nas imediações do Palácio do Eliseu, sede da presidência.

A mobilização marca o retorno do movimento dos “coletes amarelos”, cujos protestos em 2018 e 2019 contra o aumento previsto de um imposto sobre combustíveis marcaram o primeiro mandato do presidente de centro-direita.

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Na época, as imagens de violência comoveram a França, incluindo depredações no emblemático Arco do Triunfo e saques a lojas, além da atuação policial, que resultou na perda da visão de manifestantes atingidos nos olhos.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, alertou que as forças de segurança poderão usar granadas de efeito moral em caso de distúrbios urbanos. As autoridades haviam restringido seu uso em protestos estudantis, depois que um jovem perdeu uma mão.

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Na sexta-feira, Macron fez um apelo “à calma” e avaliou que o “direito de se manifestar” deve vir acompanhado de “respeito”, sem “insultar” nem “quebrar” nada.

(Com AFP)

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Fonte: veja.abril.com.br

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