Pesquisa Nexus encomendada pelo banco BTG mostra empate (44,5%) na intenção de voto espontânea e diferença de apenas 0,6 pontos na sondagem estimulada
Lula avançou. Chegou à última semana da eleição presidencial empatado com Flávio Bolsonaro.
No domingo (4/10), passou ao segundo turno eleitoral com 53,8 milhões de votos. Não é pouca coisa para um político que está completando o terceiro mandato em 37 anos de experiência em disputas presidenciais.
Nessa montanha de votos, porém, estava embutida uma redução expressiva (quase 4 milhões de votos) em comparação com o resultado do primeiro turno em 2022.
Lula saiu das urnas com 2,3 milhões de votos a menos que o adversário Flávio Bolsonaro.
Perdeu a primeira rodada de votação por margem apertada por ironia, uma diferença (1,8% do total) igual à da sua vitória contra Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Na semana passada, Lula continuava atrás Flávio Bolsonaro em diferentes pesquisas, quase sempre a uma distância equivalente à do primeiro turno.
Foi o que mostrou na terça-feira (13/10), por exemplo, a pesquisa Nexus encomendada pelo banco BTG. Ao medir a intenção de voto espontânea, constatou-se a tendência de manutenção da distância (1,8%) apurada no primeiro turno.

A sondagem, com margem de erro admitida de 2 pontos percentuais, mostrava virtual empate entre candidatos, mas com notável vantagem de Flávio Bolsonaro (com 46,3%) em relação a Lula (44,5%).
A situação mudou na última semana. Eleitores de Lula promoveram mobilizações nas ruas e nas redes sociais, quase sempre à margem ou mesmo à revelia do Partido dos Trabalhadores e do comitê informal de campanha instalado no Palácio do Planalto.
O resultado foi uma reação surpreendente, captada na pesquisa Nexus divulgada nesta segunda-feira (19/10): a cinco dias da votação, a sondagem mostra empate na intenção de voto espontânea. Situação incomum porque os eleitores se dividiram na preferência em proporção (44,5%) igual até na casa decimal.
A mudança se confirma na intenção de voto estimulada, quando o eleitor escolhe entre nomes apresentados na pesquisa.
Uma semana atrás, Flávio Bolsonaro (com 47,9%) estava bem à frente de Lula (45,1%). Na medição desta segunda-feira, a distância diminuiu muito.
Agora, Flávio Bolsonaro (com 46,5%) está muito pouco à frente de Lula (45,9%). A diferença que era de 2,8 pontos de vantagem caiu para 0,6 pontos.
Pesquisas não antecipam resultados eleitorais, mostram tendências. A da Nexus não captou os efeitos do debate da noite de domingo na Rede Bandeirantes, que acabou inviabilizado por Flávio Bolsonaro e Lula por excesso de insultos. Durante duas horas, os candidatos confirmaram a indigência de ideias que tende a caracterizar o próximo governo.
Fonte: veja.abril.com.br