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Israel anuncia bloqueio da Cisjordânia no dia das eleições

Palestinos relatam que soldados israelenses deram apenas duas horas para eles saírem das próprias casas

O Exército de Israel anunciou neste domingo (25) o bloqueio das entradas para a Cisjordânia ocupada na terça-feira (27), dia das eleições legislativas, após deslocar, neste território, quase 2.000 moradores da cidade de Hebron.

As famílias palestinas foram obrigadas a deixar suas casas em Hebron, a maior cidade do território palestino ocupado desde 1967, poucos dias antes de eleições legislativas que prometem ser bastante disputadas para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A Autoridade Palestina pediu que a comunidade internacional pressionasse Israel para proteger os deslocados, que relataram que os soldados anunciaram as evacuações por meio de megafones durante a noite, enquanto eles recolhiam o que podiam antes de partir.

Cerca de 2 mil pessoas foram deslocadas, afirmou o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em entrevista à emissora pública Kan. Não será permitido que retornem ao seu bairro até que tenhamos terminado de lidar com todas as questões relacionadas ao Hamas em Hebron, acrescentou.

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O Exército israelense afirmou que, entre sexta-feira e sábado, realizou operações em 40 áreas diferentes em toda a Cisjordânia, onde capturou “quase 40 suspeitos, incluindo terroristas vinculados ao Hamas e a organizações terroristas jihadistas islâmicas, além de suspeitos envolvidos em incitação, perturbação da ordem pública e lançamento de pedras”.

Neste domingo, as Forças Armadas anunciaram no Telegram “a proibição de entradas e saídas para trabalhadores palestinos em Judeia e Samaria (Cisjordânia) e no Vale do Jordão, incluindo as zonas industriais, assim como as passagens terrestres no dia das eleições”.

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Netanyahu anunciou na sexta-feira uma importante operação militar na Cisjordânia, poucas horas depois do ataque executado por dois palestinos contra um posto de controle perto de Hebron, onde centenas de colonos israelenses vivem em meio à população palestina.

No bairro de Ein Dir Baha, situado entre duas colinas, vários edifícios foram marcados com uma cruz para indicar que haviam sido evacuados, constataram jornalistas da AFP.

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Duas horas para partir

As ruas estão desertas. Não há moradores do lado de fora, e apenas veículos do Exército israelense circulam pela região. Em uma casa situada em uma colina, uma bandeira israelense tremula.

Higazi Shawer al-Tamimi, comerciante de 70 anos, contou que foi acordado por soldados israelenses na madrugada. Assim como seus vizinhos, recebeu a ordem de deixar a casa e teve duas horas para preparar algumas malas, reunir documentos e encontrar um lugar para ficar.

Tudo isso acontece porque Benjamin Netanyahu quer vencer as eleições com o sangue dos palestinos, denunciou. Mas não iremos a lugar nenhum.

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Netanyahu, que joga sua sobrevivência política nas eleições de terça-feira, afirmou estar preparando uma operação de maior envergadura, como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

(Com informações da AFP)

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Fonte: veja.abril.com.br

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