Mercados continuam de olho no pós-eleição; especialista diz que bolsa deve voltar a subir se forem apresentados movimentos de reorganização das contas públicas
O Ibovespa teve desvalorização de 2,68% nesta quarta-feira, 28, recuando para os 171 mil pontos. A bolsa de valores brasileira operou aguardando definições econômicas do pós-eleição. Nenhum cenário positivo em relação à situação fiscal do Brasil foi divulgado até o momento e o mercado começa a questionar se ainda teremos cortes de juros no futuro, cuja possibilidade tem ficado cada vez mais remota, afirma Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.
O especialista explica que, sem sinais nessa direção, é natural que os investidores fiquem pessimistas e reduzam as posições em renda variável brasileira. Nos próximos dias, se forem apresentados movimentos na direção de ajuste fiscal e reorganização das contas públicas, o Ibovespa deve voltar a subir. O mercado espera equilíbrio nos juros para que as empresas possam ter um custo de capital adequado o suficiente para continuar suas operações, diz.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos o acompanharam e operaram no negativo. O Bradesco (BBDC4) liderou as perdas, com baixa de 6,68%, seguido pelo Santander (SANB11), que recuou 5,88%. O Itaú (ITUB4) caiu 3,42%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 3,39%.
O dólar, por sua vez, encerrou próximo à estabilidade e ficou cotado a 5,35 reais. A aversão ao risco e a falta de catalisadores positivos no mercado brasileiro não trazem motivação o suficiente para que os estrangeiros voltem a alocar capital de risco na nossa bolsa, o que poderia valorizar levemente o real.
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Fonte: veja.abril.com.br