Em 24 anos, ele ocupou as funções de deputado estadual por quatro mandatos e senador pelo Rio
Com a derrota registrada na eleição presidencial neste domingo, 25, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo, a partir do ano que vem, pela primeira vez em 24 anos, quando completará os oito anos como senador da República. Investigações que envolvam o parlamentar, segundo a legislação brasileira, devem ser remetidas para a primeira instância com a perda do foro privilegiado.
O filho Zero Um de Jair Bolsonaro (PL) conta com o foro por prerrogativa de função desde 2003, quando assumiu pela primeira vez o cargo de deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PPB. Flávio foi reeleito para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nas eleições de 2006, 2010 e 2014, pelo PP. Já em 2016, disputou a Prefeitura do Rio pelo PSC foi a primeira vez que o então parlamentar disputou um cargo do Poder Executivo. Ele terminou aquela disputa na quarta posição com 14% dos votos válidos (foram para o segundo turno, à época, Marcelo Crivella e Marcelo Freixo).
Já em 2018, com a ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República, Flávio conseguiu ser eleito senador com 31,36% dos votos. No comparativo, o segundo colocado, Arolde de Oliveira, terminou com 17,06%. Desde então, Flávio não disputou as eleições municipais ou estaduais em 2020, 2022 e 2024. No período, ele foi alvo de investigações sob acusações, por exemplo, de prática conhecida como “rachadinha” salarial com assessores no período em que ocupou cargo na Alerj. Ele também foi questionado por comprar mansão em área nobre de Brasília. Ele sempre negou irregularidades.
Flávio voltou às urnas apenas neste ano, depois de o pai dele indicá-lo para a disputa presidencial. No primeiro turno, o senador venceu a disputa contra o principal adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, o petista conseguiu ampliar a campanha nas ruas, nas redes sociais e anunciar benefícios governamentais como extinção das dívidas dos MEIs para conseguir a virada no domingo, 25.
Fonte: veja.abril.com.br