Depois de afirmar que seria impossível reconhecer o resultado das eleições, o senador Flávio Bolsonaro recuou e anunciou que vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula. Após a divulgação do resultado, nesse domingo, ele havia dito que entraria com um pedido de anulação de toda a eleição. Segundo Flávio, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação por mais duas horas, além de supostos abusos de

Depois de afirmar que seria impossível reconhecer o resultado das eleições, o senador Flávio Bolsonaro recuou e anunciou que vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Lula. Após a divulgação do resultado, nesse domingo, ele havia dito que entraria com um pedido de anulação de toda a eleição. Segundo Flávio, a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação por mais duas horas, além de supostos abusos de poder econômico por parte da campanha de Lula, justificaria o pedido. O senador voltou a levantar suspeitas de irregularidades no processo eleitoral, sem apresentar provas. A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário. O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedentes. Um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então, eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu, afirmou. A decisão de Flávio também veio após uma série de ponderações de aliados, incluindo lideranças do PL, sobre os caminhos a seguir e a dificuldade de conseguir anular a eleição como um todo. O deputado federal Nikolas Ferreira, que participou da coordenação da campanha, publicou um vídeo nas redes sociais mais cedo afirmando que as chances de êxito em um pedido de cancelamento ou suspensão da eleição eram praticamente nulas. No pronunciamento divulgado há pouco, Flávio também afirmou que foi abordado por agentes da Polícia Federal após visitar o pai e intimado a entregar os passaportes. Segundo o senador, a medida estaria relacionada a uma manifestação feita pelo irmão dele em 23 de outubro. Na ocasião, o irmão teria dito que, em caso de derrota, Flávio deveria deixar o Brasil. O senador questionou se a mesma medida teria sido adotada caso ele tivesse vencido a eleição. A apreensão de passaportes pode ser adotada por autoridades como forma de evitar uma eventual fuga de investigados. Flávio é alvo de investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal. O senador também afirmou que, independentemente do resultado das urnas, vai resistir e organizar a oposição, buscando unir deputados e senadores. Ele declarou ainda que ninguém vai fazê-lo se calar.
Fonte: cbn.globo.com