Contagem feita com fotos aéreas e inteligência artificial registrou o pico de público às 12h20
O ato Bloquinho 22, organizado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), reuniu cerca de 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 18. A estimativa é do Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e da More in Common Brasil.
Com margem de erro de 12%, para mais ou para menos, o público no horário de pico, às 12h20, ficou entre 63,3 mil e 80,5 mil pessoas. A contagem foi feita com fotos aéreas analisadas por software de inteligência artificial. Os pesquisadores fizeram imagens em quatro horários (11h, 11h30, 12h20 e 13h08) e usaram 28 fotos do pico, que cobriram toda a extensão do ato sem sobreposição.
Os grupos não divulgaram estimativa para o ato em apoio à reeleição do presidente Lula, realizado na Paulista no domingo, 11. Segundo o Monitor, a campanha petista negou autorização para o sobrevoo com drone. A campanha já havia negado pedidos para o lançamento em São Bernardo do Campo, em 16 de agosto, e para o ato de 3 de outubro, em São Paulo.
Um levantamento do site Poder360 com fotos aéreas feitas entre 11h40 e 12h50 indica que os apoiadores de Flávio ocuparam seis quarteirões da Paulista, concentrados em três pontos da avenida. O ato de Lula, há uma semana, ocupou sete. O critério mostra a extensão das manifestações, mas não a densidade de público.
O bloco de Flávio
Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 18, a uma semana do segundo turno. O ato, batizado de Bloquinho 22, começou por volta das 11h. Além de Flávio, participaram o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e os deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL.
Vocês estão fazendo história junto com a gente. Faltam sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, disse Flávio ao agradecer o público presente na manifestação. O carro de som principal ficou estacionado no cruzamento com a Alameda Ministro Rocha Azevedo seguindo até o Masp.
O candidato afirmou que, se eleito, pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) contrários ao aborto e às drogas. Também disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai participar da cerimônia de posse caso ele vença. Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele, declarou.
O senador ainda convocou os apoiadores a acompanhar o debate da Band, à noite. Hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate. Vou ter a oportunidade de falar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação, afirmou, em referência a Lula.
Fonte: veja.abril.com.br