Pular para o conteúdo
No ar
Ao vivo agora 3CLIMAS CULTURA RÁDIO JORNAL TV
Tocando agora 3CLIMAS CULTURA ao vivo
Fale no WhatsApp

Após derrota de Flávio, bolsonarismo terá desafio de manter agenda viva e usará vantagem no Congresso

O primeiro teste estará na organização da próxima legislatura e nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) coloca o bolsonarismo diante do desafio de preservar a mobilização de seus eleitores e organizar a oposição ao novo mandato petista a partir dos governos estaduais e da força conquistada no Congresso. Sem o comando do Palácio do Planalto, o grupo terá de converter sua representação institucional em uma agenda capaz de manter a direita no centro do debate político e preparar o terreno para as próximas disputas eleitorais.

O resultado presidencial limita o projeto de poder da família Bolsonaro, mas não elimina os espaços conquistados por seus aliados. Governadores eleitos e a bancada no Congresso oferecem uma estrutura para fiscalizar o Executivo, disputar prioridades e apresentar alternativas às políticas federais. Nos estados, a necessidade de negociar recursos, investimentos e programas com o governo federal tende a exigir uma combinação de oposição política e interlocução administrativa.

No Congresso, a maioria de direita amplia a capacidade de influenciar a pauta e impor dificuldades ao Planalto. A dimensão dessa estrutura apareceu no primeiro turno. O PL conquistou 121 cadeiras na Câmara e 19 das 54 vagas em disputa no Senado. 

A derrota, porém, também abre uma disputa pela condução desse campo. Flávio precisará preservar sua projeção depois da campanha presidencial, enquanto governadores e lideranças parlamentares poderão reivindicar maior participação nas decisões. A acomodação dessas forças será determinante para a capacidade da família Bolsonaro de continuar orientando a direita.

Continua após a publicidade

O primeiro teste estará na organização da próxima legislatura e nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado. A definição dos comandos das Casas mostrará até onde o bolsonarismo conseguirá reunir seus aliados e quanto espaço Lula encontrará para negociar com partidos que estiveram ao lado de Flávio na reta final da campanha.

Publicidade

Fonte: veja.abril.com.br

Compartilhar