Presidente do Senado replica estratégia de Motta de isolar o PL para garantir recondução na presidência da Casa
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avançou em sua estratégia de minar o campo do PL e ampliar suas chances de ser reconduzido ao comando da Casa em fevereiro do ano que vem.
A federação composta por PP e União Brasil formalizou nesta terça-feira o apoio à permanência do amapaense à frente da Mesa Diretora do Senado.
“A experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes. O União Brasil e o Progressistas têm uma trajetória de parceria, confiança e compromisso político ao lado de Davi Alcolumbre, construída ao longo dos anos. Reafirmamos nosso apoio à sua liderança e nosso compromisso com um Congresso Nacional forte, independente e capaz de transformar o diálogo em resultados concretos para os brasileiros”, diz nota assinada por Ciro Nogueira, do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil.
A iniciativa praticamente inviabiliza as pretensões da senadora Tereza Cristina, do PP, de concorrer ao posto. Ao longo do processo eleitoral, ela sinalizou que pretendia participar da disputa.
Antes deles, MDB e PSD já haviam acenado para embarque na base de apoio à candidatura de Alcolumbre ao comando do Senado.
Assim como na Câmara, no Senado, o PL também possui a maior bancada e vinha se articulando para comandar as duas Casas, principalmente depois que Flávio Bolsonaro avançou para o segundo turno na frente de Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, se antecipou e mobilizou legendas a favor de sua recondução no comando da Casa.
A estratégia de isolar o PL e o bolsonarismo passou a ser replicada por Alcolumbre no Senado.
Com a reeleição de Lula, ambos ficaram ainda mais fortalecidos, principalmente porque o petista teria interesse em deixar o PL escanteado no Legislativo a partir do próximo ano.
Por isso, além do centro, ambos devem ter caminhos facilitados para garantir a adesão de siglas progressistas às suas postulações.
Fonte: veja.abril.com.br